Não tinha reparado que já há 15 anos me tinhas desejado "Boa Páscoa", gatita.
(eu tinha-te dito "venho já", isso é que me custa, Kitty!!! nem me deixaste falar contigo, tratar de ti como fazia quando estavas com soluços e eu te passava a mão no pêlo, nem vieste para os meus pés enrolar-te para te abrirmos a porta da sala, deixaste a comida "especial" que te tínhamos comprado, enfim, sabes que dormiria à tua beira nessa noite/nessa manhã para te acompanhar ... e não quiseste ... foi para me custar menos a mim?)
Entretanto, dou volta a duas décadas (quase) da vida cá em casa; e nem queiras saber o que me desgostei de pessoas e o que amei teres estado connosco.
Nas minhascoisassoltas, hei-de mostrar-te a tua mãe, a vadia Claudina, como cabias num sapato, as vezes que - afinal! - me brincaste, o que me assustava saltares para a varanda e, tenho a certeza, vou encontrar-te enrolada nos cobertores do nosso filho, um dia destes, quando ele vier.
Até sempre gataminha (anda-Kitianda).
Sunday, March 28, 2010
Saturday, March 20, 2010
Gatinha
A minha gatinha brava cabia num chinelo.
Num vaso.
Cresceu em casa, viveu feliz e rodeada de cuidados.
Só eu não estive quando lhe queria falar de ausências, como lhe dizia " a gente vem já".
Talvez me espere a sombra dos seus olhos amarelos dizendo adeus.
Num vaso.
Cresceu em casa, viveu feliz e rodeada de cuidados.
Só eu não estive quando lhe queria falar de ausências, como lhe dizia " a gente vem já".
Talvez me espere a sombra dos seus olhos amarelos dizendo adeus.
Tuesday, March 9, 2010
O primeiro SOL
Branco Feminino
Monday, February 8, 2010
Tuesday, February 2, 2010
Monday, January 18, 2010
Gente que chora ...

... antes e depois - dos déspotas das vidas dos outros, os ditadores com carro, com água, com casa, com meios que a população desprotegida não tem. É assim a História e os adultos, os responsáveis não parecem querer saber.
Sinais
concêntricos na água
basta uma simples gota ou folha.
Uma falha dentro da terra.
Acolher a paz possível como uma criança descalça.
Monday, January 11, 2010
O meu 11 de janeiro
Tuesday, December 22, 2009
O silêncio prateado - aquele que te não é imposto, o que escolhes.
O silêncio de ouro - quando o fazes em ti para não ferir os outros.
O silêncio vermelho - o da raiva de não poder esclarecer ou falar de.
O silêncio cinzento - o da impotência de ouvir.
O silêncio arco íris que preferimos a outros.
O silêncio das pedras que todavia falam. São as que ouço melhor.
O tempo arrasta-nos, a folha desliza na água, rodopia, 10 anos são um átomo na humanidade e um tão grande hiato em nós.
Renascemos cada dia e morremos cada dia.
E sempre digo que a ternura, o amor, o fraterno laço
ah...esses são os renascimentos sempre que acontecem.
Os pombos da minha janela, árvore esperançada e casas velhas.
Como diria Saramago: para onde irão os pombos se prédios novos com anti-pombo instalado?
Transição
Tuesday, December 15, 2009
Interrogação
Fico-me a pensar
na pena
e que valerá esta pena de pensar?
Na impavidez
(não, não da Natureza; das gentes que (se) morrem matam negoceiam mentem tergiversam)
Gostei do verbo que me surgiu; e no dicionário explicado precisamente o que eu queria
tergiversar: voltar as costas; usar de evasivas, rodeios ou subterfúgios
Poderia dizer-se subterfugas? aos que tergiversam ...
Tanto brilho de um lado e tanta penumbra de outro!
Wednesday, November 25, 2009
Estando estátua
Tuesday, November 10, 2009
Sinto-sento
Sinto-me este barco, adornada pelos laços que tanto me levam ao largo como me prendem a terra.
Há dois troncos; unicamente dois que conseguem ter por mim "o amor incondicional do conhecimento".
Diria "do não-egoísmo de nós".
Depois, estes meses são tristes, as ruas cinza.
"...nothing can bring back the hour of splendor in the grass..."
Quero é sopas e descanso.
Thursday, October 29, 2009
Tempos
Tuesday, August 25, 2009
As redes
Tuesday, August 18, 2009
Monday, August 10, 2009
Algures na noite


Não queria deixar que os pensamentos
perturbantes
em uma das muitas madrugadas
de dias mal nascidos
de escuros mal dormidos,
me evitassem o olhar no peito das gaivotas
clarificado pela luz primeira da manhã.
A mulher-corda-violino de memória
Ficar
a criança num gesto de defesa para o que não entende
mão erguida evitando falso o brilho
braço que agarra a travesseira que a protege
dos gumes
E hoje como antes a Eu nos gestos repetidos.
Thursday, July 9, 2009
De esperar
Wednesday, May 6, 2009
Onda



Gigante, cheia de sinais. Aflição continuada de não os (re)conhecer
nem (de)cifrar.
Do livro "O Leitor" de Bernhard Schlink
"Pensei que, quando se deixa passar o momento certo, quando alguém recusou algo tempo de mais, quando nos é recusado algo tempo de mais, esse algo chega forçosamente demasiado tarde mesmo que seja realmente desejado com força e acolhido com alegria. Talvez "tarde de mais" não exista, apenas tarde, e "tarde" seja sempre melhor que "nunca"? Não sei."
Não sei!
Monday, April 20, 2009
Domingo
Subscribe to:
Posts (Atom)

















